31/07/2009

-

Um rapaz a espera de um milagre.
Que acredita no seu potencial, porém não mais do que as pessoas que o cerca.
Que lá no fundo, sabe que tem algo de bom esperando por ele.
Que sofre antes de saber o que vai acontecer.
Que espera e espera.
Que gosta de agradar as pessoas que gosta, e acaba esquecendo que o mais importante é fazer primeiro por ele.
Que fez uma escolha no escuro e percebeu que não poderia ter feito melhor.
Que fala demais.
Que sorri demais.
Que gosta de conhecer novas pessoas e extrair o que elas têm de melhor para agregar a sua experiência.
Que respeita, acima de tudo.
Que antes não dava espaço para outras pessoas passarem por seu caminho. Mas viu que tem que aprender a enxergar além do corpo, a alma.
Que não faz nada para receber algo em troca.
E que aprendeu a ter uma visão ampla da vida.

18/06/2009

Sim à Liberdade de Expressão

Sou a favor da liberdade de expressão, seja ela com diploma ou não.

Essa questão foi muito discutida durante esse tempo de faculdade. Não encontrei um estudante que fosse contra a obrigatoriedade do bendito papel. Afinal, são quatro anos estudando, noites mal dormidas e quando começa a fase do TCC (que é onde estou), vamos à loucura. Bem, nem todos.

Claro que o diploma deveria ser um diferencial. Porém, às vezes, um certificado não atesta qualidade. Não podemos esquecer que a contratação de uma pessoa formada ou não, fica a critério da empresa, ou seja, muda bem pouco. Não é nossa decisão.

O jornalismo precisa de pessoas talentosas, e sabemos que não só nas universidade que vamos achá-las. Podemos tirar conclusão por onde estudamos. Dentro de uma sala que tem 60 alunos, 10% tem o que precisa para dar certo na profissão.

Alguns já nascem, outros adquirem. E os que adquirem têm de fazer isso com a faculdade. É simples. Vamos confiar no nosso potencial e acabou.

Discernimento. Essa é a palavra. Não é que um blogueiro possa se autodenominar jornalista só porque escreve. Não é bem assim.

Jornalismo é uma profissão que carrega consigo muito mais do que o ato de escrever e deve ser vista como tal.

Apurar, escrever, editar, imparcialidade, ética, habilidade técnica, conhecimento. É pouco para descrever o jornalismo. E não é tarefa fácil.

13/06/2009

Ligue-se, sintonize-se e caia fora – Chapter two

A ferramenta das possibilidades

Nós contribuímos para a formação do conteúdo on-line, afinal, a internet não é um meio frio. Temos a ferramenta e a possibilidade de informar.

Com isso, a credibilidade das informações diminuiu, pois todos se tornaram entendedores de assuntos que antes só ouviam falar. O surgimento de blogs deu espaço para pessoas comuns mostrarem que têm opinião, mesmo que esta seja sem sentido ou sem razão.

Todos esses fatores ajudaram a criar polêmicas sobre o que deveria ser publicado, e, como punir quem usasse a informação de forma indevida.

No caso da música, os CDs caem na rede antes mesmo de chegarem às lojas. E a forma de divulgação mudou e sites como Youtube e Myspace, fizeram a felicidade de bandas que nunca dependeram de gravadoras para divulgar seu trabalho. “Fazemos música por amor, o reconhecimento é conseqüência”, disse Pedro Barbosa da banda de Rock, Bawdramen.

Para o músico, a rede possibilita a divulgação tanto para amigos, quanto para o mundo. “Com certeza, foi o maior beneficio”, afirmou. O “boca a boca” ficou para trás, os sites cumprem essa função. A música se fundiu com a imagem, o que é muito importante para chamar a atenção. Atualmente, essa é uma das maneiras de construir uma celebridade instantânea.

Na época em que surgiu Mallu Magalhães – a garota folk-cult-quer-ser-bob-dylan -, eu costumava fazer músicas no meu computador, a qualidade sempre foi perfeita, pois se você tem o que é preciso, por exemplo, talento, vai ficar bom.

Pensei em disponibilizar para descobrir qual seria a reação das pessoas quando escutassem minha canção. Tudo certo para fazer o upload. Hesitei.  “O que é bom para mim, pode não ser para muitos.”

05/06/2009

Nós viemos para arrebentar

“A falta de cobertura gera falta de patrocínio, que por sua vez, gera falta de acessibilidade, de estrutura e de acolhimento social, e apesar das conquistas destes guerreiros, esta situação é bastante preocupante para qualquer país que está em desenvolvimento, seja ele de que ordem for. As paraolimpíadas têm a duração de um mês, e tendo somente este tempo de abordagem para um tema desta grandeza leva-nos realmente a crer que a mídia escolhe bem seus alvos para dar a visibilidade que eles julgam necessária, e é extremamente momentânea. O que traz consigo, uma necessidade pelo novo que nem sempre é saciada.”

L. Paschoal - M. Varizo - T. Furtado

Já da para saber do que estamos falando?

05/06/2009

Ligue-se, sintonize-se e caia fora

“Quem não vem no cordel da banda larga. Vai viver sem saber que mundo é o seu”

Gilberto Gil

A era dos fenômenos


“Um fenômeno é um acontecimento observável, particularmente algo especial (literalmente “algo que pode ser visto”, derivado da palavra grega phainomenon = “observável”).”

– O que é isso? Perguntou Anderson, meu irmão, enquanto me observava mexer no computador.

Bastou um clique para que o vídeo começasse a tocar, “…eu sou Stefhany. No meu Crossfox, eu vou sair…”.

– Uma cantora que virou fenômeno na internet. Respondi.

– Ah! Fenômeno. Retrucou com um ar de deboche. – Agora tudo que disponibilizam na internet chamam de fenômeno. Continuou.

Desligo o computador, pois me canso de ouvir. Aquela chuva de “one-hit-wonders” e derivados me incomoda, talvez por cantar e, mesmo assim, acreditar que nem tudo que se produz merece ser divulgado.

A internet me faz perceber que não faço parte da maioria, do povo, seja ele qual for.

O fator que antes definia o que merecia ser exposto aos olhos e ouvidos alheios, não é mais o mesmo. No caso da música, eram as gravadoras que filtravam; na televisão, as empresas de comunicação.  Tudo era devidamente selecionado. E como era de se esperar, a revolução digital trouxe a tão aclamada liberdade de expressão, agora, é você quem decide o conteúdo que passará na sua tela.

É uma boa notícia, se não levarmos em consideração, a tendência que as pessoas têm em fazer mau uso de coisas que poderiam contribuir positivamente em suas vidas.

Quando digo contribuir positivamente, me refiro a um mundo de informação que nos permite viajar e aprender cada vez mais, seja sobre diferentes culturas, nossas origens ou passear por lugares diferentes do globo terrestre sem sair do lugar.

Ao invés disso, redes de relacionamentos ganham mais cadastros e as pessoas começam a expor suas vidas. De alguma forma, tornam-se o que sempre sonharam e não importa se aquela vida não a pertence. O momento vale mais. É a chance de sentir-se menos inútil, de colocar para fora todos os anseios e compartilhar as conquistas, é a chance de despertar a atenção e curiosidade dos outros, e tudo com o mesmo propósito: mostrar que você existe. A era dos fenômenos instantâneos começou e não há censura.